Política

Prefeito e secretários são afastados e terão que usar tornozeleira eletrônica em Rolândia

Contratos no valor de 7 milhões são investigados pelo GAECO em Rolândia e propina já teria passado de 230 mil, repassados indevidamente a secretários municipais. Prefeito, secretários e empresários terão que usar tornozeleira eletrônica
[""]

Na manhã desta segunda (10) o GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) esteve em Rolândia para afastar o prefeito, Luiz Francisconi Neto e secretários municipais por prazo indeterminado. A justiça cumpre mandado de busca e apreensão de documentos e computadores na Prefeitura Municipal e também na casa de secretários e empresas do município.

Assista a entrevista na íntegra

 
Promotor do Gaeco Renato de Lima Castro fala sobre organização criminosa que o prefeito de Rolândia Luiz Francisconi e vários secretários municipais criaram, a partir de agora todos terão que usar tornozeleiras eletrônicas.
 

AO VIVO DO GAEGO EM LONDRINA! Prefeito e vários secretários de Rolândia são afastados!!! Neste momento Promotor do Gaeco Renato de Lima Castro fala sobre organização criminosa que o prefeito de Rolândia Luiz Francisconi e vários secretários municipais criaram, à partir de agora todos terão que usar tornozeleiras eletrônicas.

Posted by Diego Silva on Monday, September 10, 2018

Em entrevista coletiva, Renato de Lima Castro, promotor do GAECO relata que vários ilícitos foram comprovados durante as investigações que começaram no início deste ano. Segundo ele, o esquema se dividiu em vários setores da administração pública para cometimento de crimes e atos de improbidade administrativa.

 

Assista à reportagem feita AO VIVO pelo Diego Silva
 

Gaeco em Rolândia! Prefeito e vários secretários afastados, acompanhe a entrevista do Promotor do Gaeco falando sobre a organização criminosa que o prefeito criou em Rolândia.

Posted by Diego Silva on Monday, September 10, 2018

Como exemplo, o promotor cita um procedimento fraudulento em que duas empresas coirmãs foram contratadas para pagar propina ao núcleo do prefeito e doação eleitoral para a campanha de 2016.

O promotor se refere a cheques emitidos pelo grupo SOMOPAR, que foram depositados nas contas de secretários municipais, e estão apreendidos pelo Ministério Público. “Foram 150 mil reais em cheques de propina, parte destes valores foram sacados e parte foram entregues aos secretários que depositaram em suas contas e depois de sacados foram declarados como doação de campanha ilícita e criminosa”, enfatiza o promotor.

 

No total os contratos avaliados nas investigações giram em torno de 7 milhões e os valores em propina são de 236 mil reais. “Mas é certo que estes dados poderão ser alterados durante a investigação”, acredita o promotor.

Castro explica que nos pedidos havia a solicitação para a prisão do secretário de Educação, Luiz Claudio Pinho por entender que ele estaria tentando forjar documentos para enganar o ministério público e prejudicar a investigação. “Ele pleiteava que o empresário Marco Antônio Pavoni, (proprietário Metal Max Metalurgia) forjasse documentos falsos (...) o desembargador negou o pedido de prisão, mas autorizou o afastamento imediato dos cargos públicos com tornozeleira eletrônica e impossibilidade que eles mantenham contato”, acrescenta.

Entre as formas de desvio, o promotor explica que eram utilizadas notas fiscais falsas para pagamento de propina. Os empresários davam dinheiro para os secretários, e depois recebiam de volta através de notas referentes a serviços superfaturados ou inexistentes.

No organograma do esquema investigado, o promotor cita o chefe do executivo, Luiz Francisconi Neto, o secretário de planejamento, Dario Campiolo, o chefe de gabinete, Victor Hugo Garcia e o secretário de Educação, Luiz Claudio Pinho. “Eram os responsáveis por maquiar junto com o Dario todo o sistema em uma verdadeira distribuição de tarefas para concretização dos ilícitos”, ressalta Castro.

As investigações iniciaram no começo de 2018 pelo GAECO e pela GEPATRIA (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa) e visa levantar possíveis crimes cometidos desde 2015. O caso está sendo investigado com autorização do próprio tribunal de justiça do Paraná, em razão do foro privilegiado do prefeito, Luiz Francisconi Neto.

Informações atualizadas a qualquer momento em www.manchetedopovo.com.br

GAECO faz busca na casa do ex secretário do Planejamento, Industria e Comércio de Rolândia, Dário Luiz Campiolo, esposo da vereadora Maria do Carmo Campiolo.

Confira algumas fotos da Operação Patrocínio realizada pelo GAECO em Rolândia

Saiba mais sobre a Operação Patrocínio: 

Vice-prefeito de Rolândia não é investigado no esquema de crime, afirma GAECO