Política

Francisconi tenta postergar depoimento em CP

Previsto para depor hoje (terça 08), Francisconi pede adiamento alegando que só fala depois que uma de suas testemunhas de defesa depor, o senador petista do Pará, que por sua vez não comparece em data marcada e pede para que comissão vá até Brasília

Desde o dia 07 de dezembro do ano passado, os depoimentos do prefeito afastado, Luiz Francisconi Neto (PSDB), na CP (Comissão Processante) e quatro indicados como testemunhas de defesa estavam agendados para esta segunda (07) e terça (08).

Segundo o relator da CP, o vereador Reginaldo Silva, às 16 horas da tarde de ontem um e-mail enviado pelo senador, Paulo Roberto Galvão da Rocha (PT), testemunha de defesa, informava que ele não poderia estar no depoimento previsto para a manhã de segunda e pedia para que a comissão fosse até Brasília fazer a oitiva em seu gabinete.

No final da tarde deste mesmo dia, também por e-mail, o advogado de defesa do prefeito Francisconi informou que seu cliente só iria depor após o depoimento do senador petista. Dando a entender que Francisconi não comparecerá nesta terça, às 14 horas, dia marcado para sua oitiva.

Para Reginaldo essa é uma estratégia da defesa para tentar postergar o depoimento do prefeito afastado, já que não existe cabimento em pedir para que a comissão vá até Brasília pegar o depoimento de um senador que pouca, ou nenhuma ligação tem com Rolândia.

 

Caso Francisconi realmente não compareça nesta tarde, a comissão deverá avaliar o pedido do advogado de defesa para deliberar em aceitar ou não o adiamento dos depoimentos, tanto de Francisconi como do senador Paraibano.

Em negativo, o prefeito então será intimado para apresentar suas alegações finais em cinco dias. Depois a comissão terá mais cinco dias para elaborar o relatório que pode ser pela cassação ou não do prefeito afastado.

Reginaldo acredita que foi dado amplo direito de defesa a Francisconi e antecipou à reportagem do MANCHETE DO POVO que não irá aceitar esse pedido de adiamento, e seu voto será pela finalização dos trabalhos dentro do prazo acordado. “Os dias e condições para os depoimentos foi acordado pela defesa de Francisconi, ele está intimado desde o dia sete de dezembro, está claro que isso é uma tentativa de adiar os trabalhos da CP”, destaca o relator.

Mais informações após a reunião da CP ainda nesta terça.

 

Com base na operação “PATROCÍNIO” do Ministério Público, a Câmara de vereadores instaurou desde o dia 29 de outubro de 2018 uma CP (Comissão Processante) que pode levar à cassação do prefeito de Rolândia afastado, Luiz Francisconi Neto (PSDB).

As oitivas iniciaram no dia sete de novembro de 2018 e terminam nesta terça (08) com o depoimento de Francisconi.

 

Previsto para acontecer às 14h na câmara de vereadores, a oitiva do prefeito afastado não é pública e por isso não pode ter a presença de populares e imprensa.

O vereador Reginaldo Silva (SDD), relator da CP explica que o depoimento de Francisconi é extremamente importante, porém ele não é obrigado a comparecer.

Nesta segunda, deveriam depor os ex-deputados federais, Luiz Carlos Hauly e Valdir Rossoni, ambos do PSDB. Mas para Reginaldo o que causou estranheza foi a indicação do ex-senador pelo estado do Pará, Paulo Roberto Galvão da Rocha (PT) e do presidente do SEASA e ex-prefeito de Assai, Luiz Alberto Vicente.

O relator explica que a Comissão encaminhou aos indicados a depor as perguntas elaboradas pela defesa, e que, depois de enviadas, apenas Luiz Carlos Hauly respondeu.

Entre os depoentes indicados pela defesa de Franciconi também já esteve em Rolândia o ex-prefeito de Londrina, Barbosa Neto. “Ele disse que não conhece Francisconi e não sabe porque foi chamado”, revela Reginaldo.

Com a conclusão das oitivas, os advogados de Francisconi tem cinco dias para elaborar a defesa e o relator mais cindo dias após para apresentar o relatório final. “Depois do dia 18 o presidente da Câmara, poderá colocar na pauta da sessão a votação do relatório, que pode pedir ou não a cassação do prefeito”, finaliza Reginaldo.

Afastado desde o dia 10 de setembro, o prefeito Luiz Francisconi Neto (PSDB), e mais 14 pessoas são investigadas pela Operação Patrocínio, deflagrada pelo GAECO (Grupo de Combate ao Crime Organizado) e GPATRIA (Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa), que apuram o recebimento de propina em troca de alterações de contratos com a prefeitura, fraude em licitações e caixa dois na campanha eleitoral de 2016.

O pedido pela CP foi apresentado no dia 25 de outubro pelo vereador João Salvador dos Santos (PSC). O documento tem como base a acusação de um suposto caixa dois e favorecimento à empresa no aluguel de um barracão do IBC. Também fazem parte da sustentação os fatos apurados pela Operação Patrocínio.

Os integrantes da Comissão Processante são; Irineu de Paula (PSDB), presidente; Reginaldo Silva (SDD) relator; e Edileine Griggio (PSC) membro.