Política

Francisconi consegue adiar depoimento, mas votação de relatório já tem data marcada

Com a justificativa de que aguarda o depoimento de um senador do Pará para somente depois depor, Francisconi consegue adiar sua oitiva na CP. Ele depondo ou não, relator garante que votação já tem data marcada em sessão extraordinária

O prefeito de Rolândia, Luiz Fancisconi Neto (PSDB), afastado desde o dia 10 de setembro de 2018, é alvo da operação PATROCÍNIO, deflagrada pelo MP (Ministério Público) que investiga possíveis crimes de fraude em licitação pública, caixa dois de campanha e recebimento de propina de empresas prestadoras de serviço para a prefeitura.

Com base nas acusações do MP a câmara instaurou uma CP (Comissão Processante) para investigar as ações do chefe do executivo. Iniciada em outubro de 2018 os trabalhos tem prazo improrrogável de 90 dias e pode levar à cassação do prefeito.

Depois de todos os depoimentos de acusação, cerca de seis pessoas foram arroladas pela defesa, entre elas, Paulo Roberto Galvão da Rocha (PT), um senador do estado do Pará que não compareceu para depor na última segunda (07), e por e-mail, pediu para que os membros da comissão fossem até seu gabinete em Brasília realizar a oitiva.

Com a afirmação de que só iria depor após o senador, a defesa de Francisconi pediu o adiamento de sua oitiva que estava marcada para esta terça (08).

O relator da Comissão Processante, vereador Reginaldo Silva, explica que os membros decidiram marcar para o próximo dia 14 o depoimento de Francisconi. “Ele [Francisconi] vai ser intimado via judicial para vir depor na parte da manhã (...) Ele vindo ou não já está marcada para o dia 29 de janeiro a votação da CP”, garante.

Segundo Reginaldo a comissão se negou a ir até Brasília, vão descartar o depoimento do senador e já marcaram a data para a votação do relatório final que será em uma terça, dia 29 deste mês, em sessão extraordinária.

A sessão deve começar às 16h sem prazo para terminar. O relatório, se aprovado pode levar à cassação ou não do prefeito afastado Luiz Francisconi Neto. “Percebemos que a defesa está tentando adiar a CP e a gente não pode correr o risco de perder o prazo”, afirma Reginaldo.

 

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