Política

Eugênio renuncia à presidência da câmara de Rolândia

O presidente da câmara de vereadores acaba de renunciar à função e nova eleição deve acontecer já na próxima segunda (01). “Quem não erra que atire a primeira pedra”, em tom de pedido de perdão o parlamentar acaba de conceder coletiva de imprensa, assista AO VIVO

Um dia depois de arquivado o pedido de cassação do mandato do vereador, Eugênio Serpeloni, por quebra de decoro, o parlamentar pede renúncia do cargo de presidente da câmara. O pedido foi protocolado no início da tarde desta terça (26) e uma coletiva de imprensa foi convocada pelo vereador.

 

ASSISTA

 

 

Ele pediu desculpas à família, a todos os rolandenses e aos vereadores e disse que continuará como parlamentar, pois acredita que o vazamento do vídeo não influencia na sua capacidade como edis. “Errei sim, mas quem não erra? (...) atrapalhei mais a minha vida familiar, e esse é meu maior problema, na parte política não tenho muito problema”, ressalta.

Eugênio assume que errou e afirma que o vídeo pode ter vazado em um momento de descuido dele. “Devo ter apertado alguma coisa errada no meu celular e escapou isso aí”, alega se referindo ao vídeo que viralizou na internet com imagens dele se masturbando.

Sobre a primeira alegação de que seu celular havia sido clonado ele descarta, porém não afasta a possibilidade de processar algumas pessoas que compartilharam o vídeo.

Sobre o pedido de cassação, Eugênio afirma encarar com naturalidade. “Normal, é um grupo que quer se apoderar da câmara”, aponta.

A articulação para o novo presidente pode estar relacionada aos votos de ontem? (Opinião)

Com a renúncia de Eugênio o vereador interessado em ser o próximo presidente tem até a sexta (29) para protocolar seu pedido que será votado já na segunda, dia 01 de abril, em sessão ordinária.

 

Na votação de ontem (segunda 25) votaram contra a cassação de Eugênio os quatro vereadores que fazem parte da mesa diretora junto com ele, Edileine Griggio (PSC), Irineu de Paula (PSDB), João Gaúcho (PSC) e Professora Maria do Carmo (PSDB).

O que abre brecha para a especulação de que há uma grande possibilidade do próximo presidente ser a vereadora, Edilene Griggio (PSC), entenda.

Para se eleger será preciso a maioria simples, ou seja, cinco votos mais um e no caso de empate ganha o candidato mais velho. Em um cenário em que a Mesa atual continue votando junto, como é o que tem acontecido, terão cinco votos já garantidos no grupo, e caso a vereadora Edileine seja a candidata representante deste grupo terá garantida vitória, pois é a vereadora mais velha dentre os outros possíveis candidatos.

No grupo opositor a possibilidade é que o candidato seja o vereador, Alex Santana (PSD). Se ele realmente tiver como oponente a vereadora Edilene, a única possibilidade de vitória será a conversão de algum dos vereadores da mesa atual em decidir votar nele deixando o placar em seis a quatro.

A reportagem questionou Eugênio se os votos dos quatro vereadores da mesa estariam condicionados à sua renúncia, mas ele garantiu que não.