Política

Empresário relata como acontecia o esquema de corrupção na prefeitura de Rolândia

Dono da Metalmax conta que não aguentava mais ter que repassar propina para a prefeitura e explica como acontecia o esquema

Marco Antônio Pavoni, proprietário da M. A. Pavoni Metalurgia (Metalmax), foi citado na manhã desta segunda em entrevista concedida pelo promotor do GAECO (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) que investiga crime de propina em Rolândia na operação batizada de "OPERAÇÃO PATROCÍNIO".

Assista a entrevista na íntegra

 

A reportagem procurou o empresário e em nota enviada pelo seu advogado, Paulo Henrique Vicente Pires do escritório Martins & Pires Advocacia, Marcos lembra que presta serviços de metalurgia ao município de Rolândia desde 2007 através de licitações de Ata de Registro de preços. Ele garante que os trabalhos feitos por sua empresa sempre foram realizados somente depois de licitação e autorização do Município e suas secretarias.

O empresário revela que em meados de junho de 2017 o então chefe de Gabinete, Vitor Hugo Garcia, o chamou em seu gabinete e alegou que iriam precisar da sua ajuda, foi quando solicitou o valor mensal de R$ 2.000,00.

 

Como em regra, o valor licitado no registro de preços nem sempre é todo usado pela prefeitura e depende da demanda e dos pedidos no decorrer do período do contrato, Marco informou ao chefe de gabinete que não conseguiria realizar o pagamento de tal valor, pois não tinha a garantia de realização e recebimento do serviço licitado.

“Victor Garcia, então solicitou um percentual sobre todos os recebimentos, e ficaram acordados em 4,5 % sobre o valor total dos serviços, menos impostos, que representava 10% da mão-de-obra, menos impostos”, destaca a nota.

Segundo o advogado de Marcos os valores da propina eram sempre repassados em espécie ao chefe de gabinete e aos demais secretários que solicitavam percentuais sobre os serviços e obras realizados pela empresa de Marco Pavoni em suas referidas secretarias.

Foi solicitado a Marco, pela administração pública, além do pagamento dos percentuais a realização notas superfaturadas para pagamento de outros produtos e serviços não licitados.

 

Marcos relata atraves de seu advogado que foi abordado por secretários municipais, com a finalidade de alterar fatos caso questionado na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) instaurada pelo poder Legislativo.

A nota relata que Marco Pavoni não aguentava mais ter que repassar estes percentuais e que hoje está com seus recebimentos atrasados na prefeitura dos serviços prestados.

 

Shopping