Cidades

Durante quarta fase da Operação Registro Espúrio presidente da Fenatracoop é preso em Londrina

A Operação Registro Espúrio foi desencadeada com o objetivo de desarticular organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (18) a quarta fase da operação Registro Espúrio, com o objetivo de apurar desvios de valores da Conta Especial Emprego e Salário (CEES). Os agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e nove de prisão temporária em Londrina, Brasília, Goiânia, Anápolis e São Paulo. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O alvo no Norte do Paraná é Mauri Viana, presidente da Federação Nacional do Trabalhadores em Cooperativas (Fenatracoop). Ele, que já foi candidato ao Senado Federal pelo PRP no Paraná em 2014, foi preso e encaminhado para a sede da PF na cidade. A informação foi confirmada pela polícia. Em agosto de 2016 ele perdeu duas filhas, um neto, a ex-mulher e mais dois parentes em acidente com queda de avião em Cambé.

 Alvo da operação em Londrina seria Mauri Viana. Foto: Reprodução Facebook

As investigações indicam a atuação de uma organização criminosa em entidades interessadas em obter, de forma fraudulenta, restituições de contribuições sindicais recolhidas indevidamente da CEES. Os pedidos de restituição eram manipulados pelo grupo com o intuito de adquirir direitos a créditos, conforme indicou também o Ministério da Transparência e a Controladoria-Geral da União. Os valores eram transferidos da CEES para as contas bancárias das entidades, com posterior repasse de um percentual para os servidores públicos e advogados integrantes do esquema.

 

Os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro. A operação Registro Espúrio foi desencadeada com o objetivo de desarticular organização criminosa que atua na concessão fraudulenta de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Um dos alvos é o advogado Tiago Cedraz, filho do ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU). O apartamento e o escritório de Tiago são alvos de mandados de busca, enquanto o seu sócio, Bruno de Carvalho Galiano, é alvo de mandado de prisão temporária. Outro envolvido é Marcelo de Lima Cavalcanti, chefe de gabinete do deputado federal Paulinho da Força (SD-SP). Ele é alvo de mandado de busca e prisão temporária.

 

A primeira fase da operação foi desencadeada em maio de 2018. Na época, o então ministro do Trabalho, Helton Yomuna, foi afastado do cargo.

Fonte: Agência Brasil

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