Opinião

Doutrinação político-ideológica nas escolas e os idiotas úteis ao comunismo

Abusam da inexperiência, da imaturidade e da falta de conhecimento dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente política, ideológica ou partidária.

Uma Comissão de Educação da Câmara dos Deputados realizou audiência pública para discutir a suposta existência de doutrinação política e ideológica nas escolas.

Mas na verdade essa doutrinação de suposta não tem nada, pois é notório que alguns professores "pseudo intelectuais" utilizam as salas de aula para vomitar suas mensagens unilaterais ideológicas. Sem a real pluralidade distorcem a real e nobre função de um educador. Ao contrário de informar e formar cidadãos através do contraditório, interpretam a  vida através de suas concepções da "verdade" com viés quase sempre marxista.

Estudantes e pais se preocupam com o grau de contaminação político-ideológica dos colégios brasileiros, do ensino básico ao superior. E estão certos em se preocupar, mas devem fazer mais que isso, pois se não acompanharem seus filhos correm o risco de se depararem com um estranho dentro de casa.

A doutrinação partidária explícita trata nossos filhos como cordeiros e tira o verdadeiro sentido da democracia. A educação moral de seus filhos é um direito dos pais dos alunos, mas professores tentam espalhar as suas próprias convicções e preferências políticas, ideológicas e partidárias. Estes não passam de cretinos e covardes que repetem o que faziam e fazem os ditadores e genocidas quando utilizam as escolas para formar massa de manobra.

Vale aqui lembrar quais são os deveres do professor:

O professor não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para esta ou aquela corrente político-partidária, nem adotará livros didáticos que tenham esse objetivo.

 2. O professor não favorecerá nem prejudicará os alunos em razão de suas convicções políticas, ideológicas, religiosas, ou da falta delas.

 3. O professor não fará propaganda político-partidária em sala de aula nem incitará seus alunos a participar de manifestações, atos públicos e passeatas.

4. Ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, o professor apresentará aos alunos, de forma justa – isto é, com a mesma profundidade e seriedade –, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas concorrentes a respeito.

5. O professor deverá abster-se de introduzir, em disciplina obrigatória, conteúdos que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos estudantes ou de seus pais. 

E como achar um meio legal para se defender dessa prática covarde, antiética e ilegal?

A Ong. Escola Sem Partido realiza no dia 5 de outubro a campanha Dia Nacional de Luta contra a Doutrinação nas Escolas.

Se você deseja participar entre em contato com a ONG ESP. Vamos nos organizar para fazer um grande movimento.

Representação ao MP

Excelentíssimo(s) Senhor(es) Promotor(es) de Justiça da(s) Promotoria(s) ......


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                                      (Nome), (nacionalidade), (estado civil), (atividade), (documento de identidade - juntar xerox), (endereço), vem, respeitosamente, com fundamento nos arts. 5º, XXIV, ‘a’, da Constituição Federal, e 6º da Lei nº 7.347/85, expor e ao final requerer o que segue:

OS FATOS

1.                 Nos últimos 30 anos, um número cada vez maior de professores e autores de livros didáticos, adeptos de uma corrente pedagógica que defende a instrumentalização do ensino para fins político-ideológicos, vem-se utilizando de suas aulas e de suas obras para doutrinar ideologicamente os estudantes, visando à formação e propagação de uma mentalidade social favorável aos partidos e organizações de esquerda.  

2.                 A prática acha-se hoje difundida por todo o território nacional, tanto nas escolas públicas, como nas particulares, da pré-escola à universidade, intensificando-se a partir das últimas séries do ensino fundamental, à medida que os estudantes se aproximam da maioridade eleitoral.

3.                 Dizem esses professores e autores que se trata de despertar a consciência crítica dos estudantes. Na realidade, contudo, a visão crítica por eles oferecida aos alunos consiste num pacote de preconceitos e clichês anticapitalistas e pró-socialistas destinados a produzir nos estudantes – jovens imaturos e inexperientes – uma afinidade, nem sempre consciente, com o discurso ideológico das correntes e partidos de esquerda.

4.                 A visão esquerdista domina, hoje, todo o sistema de ensino. As faculdades de educação, sociologia, letras, história e geografia – de onde saem os professores que ensinarão no ensino fundamental e médio – estão impregnadas de materialismo, ateísmo, marxismo, leninismo, gramscismo, e outros ismos que abominam o sistema capitalista e desprezam os valores do estado de direito e da civilização ocidental.

5.                 Graças ao sucesso desses professores e autores, está cada dia mais difícil encontrar um jovem brasileiro, na faixa dos 15 aos 25 anos, que não alimente uma aversão irracional em relação ao regime capitalista, e uma atração ainda mais irracional em relação à utopia comunista; e que não esteja pronto a entregar os destinos da nação a políticos que pensam (ou fingem que pensam) como ele.

6.                 Segundo LUIS LOPES DINIZ FILHO – professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná, e um dos maiores estudiosos brasileiros do fenômeno da doutrinação ideológica nas escolas –, a doutrinação ideológica legou ao Brasil uma geração de jovens cujas visões de mundo eram prisioneiras de valores antidemocráticos e de utopias radicais fracassadas ou irrealizáveis.[1].

 

7.                 A extensão e a gravidade do problema podem ser avaliadas a partir das reportagens, artigos e depoimentos que acompanham (a título meramente ilustrativo) esta representação.

AS ORIGENS DO PROBLEMA

 

8.                 Os documentos anexados à presente representação evidenciam uma realidade conhecida por experiência direta da imensa maioria dos estudantes e ex-estudantes que passaram pelo ensino fundamental, médio ou superior nos últimos 20 ou 30 anos.

9.                 É impossível ler esse material sem que nos venha à lembrança a imagem de vários professores que tivemos e de livros didáticos pelos quais estudamos, especialmente nas disciplinas de História e Geografia.

10.               Pode-se, pois, afirmar que se trata de fatos notórios, admitidos até mesmo pelos promotores da doutrinação ideológica em sala de aula.

11.               Esses indivíduos, todavia, justificam sua militância e seu proselitismo com o argumento de que a educação é um ato político, ou de que não existe neutralidade ou objetividade científica, já que todos têm um lado.

12.               Essas justificativas podem ser encontradas nas obras dos ideólogos e educadores que forjaram a mentalidade hoje dominante nos meios acadêmicos, especialmente na área da pedagogia e das ciências sociais. É inegável, com efeito, a relação entre a prática da doutrinação ideológica em sala de aula e as instituições responsáveis pela formação dos professores.

13.               Na reportagem de capa da revista ÉPOCA (cópia anexa), encontramos a seguinte referência a esse importante aspecto do problema:

A visão maniqueísta da História pode ser encontrada já no curso de Pedagogia. Para mostrar isso, Bráulio Porto de Matos, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, compara os manuais de didática mais usados pelos professores na década de 60 com o livro mais popular de hoje. O manual de Amaral Fontoura, usado até os anos 70, era principalmente técnico: fazia críticas ao processo de ensino. A obra mais atual, de Carlos Libâneo, no entanto, já em suas primeiras páginas fala sobre a perversidade do capitalismo: As relações sociais do capitalismo são, assim, fortemente marcadas pela divisão da sociedade em classes, onde capitalistas e trabalhadores ocupam lugares opostos e antagônicos no processo de produção. A classe proprietária dos meios de produção retira seus lucros da exploração do trabalho da classe trabalhadora. De certa forma, a esquerdização dos professores no Brasil foi um reflexo do período de ditadura militar no país, nos anos 70. Os professores empreenderam uma grande luta de retorno à democracia, diz Célio Cunha, assessor de educação da Unesco no Brasil. Estamos em uma fase de transição. Naturalmente estes livros refletem a realidade recente do país, diz. Para ele é importante manter o direito de livre escolha do professor. É a continuidade desse processo que nos colocará, daqui a alguns anos, em um ponto de equilíbrio. Mas a transição talvez esteja demorando demais em um país que abandonou a ditadura há 20 anos. E ela não justifica o maniqueísmo assumido pelos livros.

14.               Segundo o professor BRÁULIO TARCÍSIO PORTO DE MATOS, citado na reportagem, é possível identificar três tendências básicas nas quatro últimas décadas, relativamente aos cursos de pedagogia[2]:

1) ANOS 60 – A primeira metade da década de 60 constitui uma espécie de ante-sala da doutrinação ideológica nos cursos de pedagogia. Diga-se ante-sala porque o movimento de doutrinação ideológica da educação nesse período foi gestado fora das faculdades de educação, e fortemente assimilado pelos cursos de pedagogia na década seguinte. O principal protagonista desse movimento foi, sem dúvida alguma, Paulo Freire. Patrocinado pelo governador Miguel Arraes, Paulo Freire desenvolveu um método de alfabetização que se propunha alfabetizar adultos em quarenta dias. O segredo do método estaria em assegurar a participação ativa do educando no processo de alfabetização por meio de um diálogo crítico sobre as condições de vida desses educandos e a busca de palavras geradoras necessárias para expressar esse sofrimento (latifúndio, patrão, enxada, etc...). A alfabetização, nesse caso, equivaleria a uma tomada de consciência sobre a exploração do homem pelo homem, dos oprimidos pelos opressores, do povo pelas elites. Dada a simplicidade desse maniqueísmo sociológico, a pedagogia de Paulo Freire foi rapidamente assimilada por variadas forças políticas de esquerda (governos populistas, esquerda católica, seitas marxistas, etc.), primeiramente fora das faculdades de educação, depois, dentro delas.

2) ANOS 70 – Observamos a existência de uma tensão entre duas teses concorrentes, uma entusiasta e outra crítica da educação escolar. A primeira tese foi elaborada por economistas de orientação liberal e denominada Teoria do Capital Humano (Schultz, Friedman, etc.). Ela afirma que educação não é consumo, mas investimento, e fator fundamental de desenvolvimento econômico (em verdade, ela explica por que certos países conseguiram se desenvolver fortemente, como o Japão, mesmo não dispondo de fatores até então considerados indispensáveis para o desenvolvimento, como disponibilidade de mão-de-obra, recursos naturais e capital físico). O economista Cláudio de Moura Castro, por exemplo, foi um dos primeiros pesquisadores brasileiros a divulgar essas descobertas em nosso país. Pode-se dizer que os governos foram paulatinamente adotando com maior ou menor determinação essa tese. Paralela ou interativamente à difusão da pedagogia libertadora de Paulo Freire, desenvolveu-se no âmbito das próprias faculdades de educação do país a tese crítica da educação formal. Ela foi elaborada por sociólogos de orientação marxista e tem sido denominada Teoria da reprodução (Gramsci, Althusser, Bourdieu, etc.). Ela afirma que a função da escola é treinar mão de obra para os capitalistas e legitimar esse sistema no plano dos valores (reproduzir a ideologia dominante). No âmbito dos cursos de pedagogia, a tensão entre essas teses concorrentes não era simétrica. Via de regra, os pedagogos tomaram conhecimento da teoria do capital humano através da crítica de esquerda a essa teoria. Uma possível explicação para isso é que os professores dos cursos de pedagogia não tinham um treino mínimo em estatística para ler diretamente os teóricos do capital humano. Em todo caso, o fato é que a nos anos 70 a doutrinação de esquerda é parcial.

3) ANOS 80 – Observa-se que o esquerdismo, mais ou menos mitigado, torna-se hegemônico nos cursos de pedagogia. O avanço da pós-graduação na área contribuiu para isso. A Universidade de Campinas (UNICAMP), particularmente devido ao trabalho desenvolvido por  Dermeval Saviani, por exemplo, tornou-se um pólo irradiador do marxismo na educação.  Uma observação interessante a fazer aqui é que o regime militar não censurou ideologicamente os cursos de ciências humanas no Brasil. O marxismo foi ensinado nos cursos de sociologia, história, pedagogia sem restrições. No caso da Universidade de Brasília, por exemplo, um dos raros livros marxistas inexistente na Biblioteca Central da universidade era o manual de guerrilha de Che Guevara. No mais, o acesso à literatura marxista era livre e os professores usaram e abusaram dessa liberdade. Foi nesse período, e no âmbito da pós-graduação, que surgiram algumas análises críticas do livro didático, destinadas a provar que tais livros estão eivados de ideologia burguesa. O exemplo mais consagrado dessa tendência foi As belas mentiras, de Maria de Lourdes Chagas Deiró Nosela (São Paulo, Cortez, 1979). Um exame mais imparcial dessa produção, contudo, mostra que um dos defeitos dessas críticas à ideologia do livro didático reside no caráter ad hoc das passagens escolhidas para provar a tese dos autores (confira-se Freitag, Bárbara et alli. O livro didático em questão, São Paulo, Cortez, 1997).

4) ANOS 90 – No âmbito dos cursos de pedagogia, o esquerdismo se tornou aquilo de que ele acusa ideologicamente a direita, isto é, pensamento único.  Decerto ainda encontramos autores de esquerda dizendo coisas do tipo Os regimes políticos de direita nunca toleraram o ensino de filosofia e das ciências sociais (Moacir Gadotti) sem serem fustigados pela lógica (afinal, essa tese da intolerância totalitária dos regimes de direita é enunciada à luz do dia nas universidades patrocinadas por esse suposto regime totalitário).  De novo, aqui, contradições não atingem a esquerda, que forjou uma lógica dialética para consumo doméstico. Aparentemente, contudo, quando circulamos pelos corredores das faculdades de educação do país tem-se a impressão de que essa tese do pensamento único não tem pé nem cabeça. O respeito à diversidade é notável nos corredores. Há cartazes divulgando cursos e debates para todos os gostos: combate ao racismo, multiculturalismo, ecologia, iniciação ao xamamismo, bioética, movimentos sociais, etc... (procurando bem, talvez se possa encontrar até alguma coisa referente a didática e metodologias de ensino). Nada parecido, portanto, com algum tipo de dualismo de poder leninista-gramsciano. Ocorre que esse olhar é desatento. Duas coisas unem efetivamente a essa militância ideológica multifacetada: o relativismo epistemológico-axiológico e a pregação dogmática do igualitarismo.

15.               Já em meados dos anos 1980 – escreve DINIZ FILHO[3]– estava criada uma corrente de transmissão de idéias que se fecha em si mesma e que continua a funcionar nos dias atuais. Os egressos do ensino médio chegam à universidade com sua visão de mundo já formada dentro dos parâmetros do pensamento crítico, os quais são reafirmados e complementados pela graduação, na qual há limites bem estreitos para a pluralidade de pensamento. Uma vez devolvidos ao ensino fundamental e médio para trabalhar como professores das mais diversas disciplinas, o circuito se fecha e a corrente continua fluindo. Uma corrente muito difícil de quebrar. Portanto, o processo de doutrinação ideológica esquerdista que vem sendo denunciado no Brasil há alguns anos teve início no sistema de ensino há mais de duas décadas.

EXTENSÃO E UNIFORMIDADE DO FENÔMENO

 

16.               Como já se disse, a prática da doutrinação política e ideológica em sala de aula acha-se difundida por todo o sistema de ensino, afetando igualmente as escolas públicas e particulares, leigas e confessionais, da pré-escola à universidade, em todo o território nacional.

17.               Em agosto de 2008, a revista Veja (cópia anexa) publicou os resultados de pesquisa realizada pelo Instituto Sensus, que comprovou o que todos já sabiam: que grande parte dos professores brasileiros utiliza suas aulas para fazer proselitismo ideológico e propaganda político-partidária.

18.               A referida pesquisa apurou, por exemplo, que para 78% dos professores entrevistados a principal missão da escola é formar cidadãos; e para apenas 8%, ensinar as matérias.

19.               Quanto ao significado da expressão formar cidadãos, cabe lembrar que a noção de cidadania, segundo a doutrina consagrada oficialmente pelo próprio MEC, é inseparável da noção de criticidade do educando. Assim, no jargão dos profissionais do ensino, cidadão é o indivíduo dotado de consciência crítica.

20.               Ora, é evidente que auxiliar os estudantes a desenvolver o pensamento crítico deve ser um dos principais objetivos da educação. Ocorre que, como observa DINIZ FILHO[4], existe na prática educativa um duplo sentido contraditório no uso de expressões como ‘desenvolver o raciocínio crítico’ e ‘criticidade do educando’ (...).Tais expressões são empregadas para designar o objetivo de oferecer aos alunos diferentes visões da realidade e estimulá-los a refletir autonomamente sobre cada uma delas, mas significam também ensinar aos alunos teorias sociais críticas do capitalismo, as quais cindem a sociedade em ‘dominantes’ e ‘dominados’ e qualificam como meramente ideológicas todas as vertentes de pensamento que lhe são adversárias. Nesse sentido, o marxismo e outras abordagens da teoria social crítica que vêm inspirando a geografia nos últimos trinta anos são doutrinas e, assim, é perfeitamente lógico que informem conteúdos e práticas pedagógicas doutrinadoras mesmo quando os professores e autores de livros didáticos proclamam perseguir justamente o objetivo contrário.

E prossegue o mesmo autor[5]:

Essa incoerência é explícita em trabalhos acadêmicos que versam sobre o ensino de geografia, como os de Vlach, Callai e Cavalcanti. É comum esses trabalhos assegurarem que ‘não devem ser simplesmente aceitas as explicações que são postas por uma forma única de interpretação, por uma única fonte’, ao mesmo tempo em que afirmam que o objetivo primordial da educação é estimular as ‘paixões, imaginação e intelecto’ dos alunos ‘de forma que eles sejam compelidos a desafiar as forças sociais, políticas e econômicas que oprimem tão pesadamente suas vidas’ (GIROUX, 1986, p. 262, citado por CALLAI, 1999, p. 81 e 84 – itálico no original).

Mas como ser fiel à proposta de oferecer uma pluralidade de concepções se o objetivo principal da educação for o de compelir os alunos a se engajarem em lutas políticas inspiradas por uma corrente teórica e ideológica específica?

 

Como respeitar verdadeiramente a autonomia de pensamento do aluno partindo-se da tese de que ele está enredado por um sistema econômico, social e cultural construído para impedi-lo de ver a realidade social como realmente é? Na prática das salas de aula (e também nos livros didáticos), tal contradição se resolve com a supremacia da missão doutrinária sobre o postulado pluralista, de tal sorte que ensinar a pensar criticamente acaba sendo simplesmente inculcar ideias de esquerda no pensamento dos alunos, e ponto final.

 

21.               De fato, o tipo de abordagem adotada por professores e autores que usam suas aulas e suas obras para fazer a cabeça dos alunos não oferece aos estudantes a oportunidade de desenvolver opiniões próprias. As opiniões e a crítica já vêm prontas; os alunos só aprendem a repeti-las. A realidade é mostrada sob uma perspectiva única. E essa perspectiva – como sabemos todos por experiência direta – apresenta, invariavelmente, o mesmo viés ideológico, o que impede os alunos de conhecer o outro lado da história.

22.               Segundo DINIZ FILHO[6],

é muito fácil demonstrar que as próprias ideias críticas e radicais que ensejaram a reação contra as formas tradicionais de ensino foram responsáveis pela produção de novas modalidades de doutrinação teórica e ideológica no sistema de ensino, desde o nível fundamental até o superior. (...)

As evidências de que os conteúdos e práticas pedagógicas contemporâneas são orientadas por objetivos doutrinadores (e não só na geografia) são abundantes e muito conhecidas. Vejamos algumas delas:

 

• Levantamentos feitos por jornalistas em até 130 apostilas e livros didáticos de história e de geografia revelam que muitos deles silenciam sobre os milhões de mortos produzidos pelas revoluções socialistas, usam relativizações históricas e mentiras para justificar as atrocidades (quando são admitidas) e ainda elogiam os resultados econômicos e sociais alcançados pelos regimes socialistas, muito embora dezenas de milhões de pessoas tenham morrido de fome em sua vigência. Além disso, os temas econômicos são tratados nesses livros com um claro viés ideológico de esquerda (WEINBERG; PEREIRA, 2008; KAMEL, 2007ª; 2007B; LEAL; MANSUR; VICÁRIA, 2007).

• Pesquisa realizada pelo Instituto CNT/Sensus revelou que, segundo declarações dos estudantes, figuras como Che Guevara, Lênin e Hugo Chávez são comentadas em aula de forma positiva na maioria das vezes. Che Guevara é o campeão, pois 86% dos alunos afirmam que ele é citado em contextos positivos, enquanto Lênin e Chávez são citados positivamente para 65% e 51% dos estudantes, respectivamente (WEINBERG; PEREIRA, 2008).

• Pesquisa realizada junto a 121 alunos de colégios de Curitiba demonstra que as referências teóricas dos livros didáticos e o viés ideológico das aulas, revelados pela pesquisa CNT/Sensus, pautam fortemente as opiniões emitidas pelos estudantes do último ano do ensino médio pesquisados sobre temas de geografia geral (DINIZ FILHO, 2009).

23.               Evidência inequívoca desse fenômeno e sua abrangência pode ser obtida pela leitura do material informativo que acompanha esta representação – com o qual se pretende demonstrar a existência de um problema generalizado, isto é, uma prática abusiva que vem afetando, não esta ou aquela instituição em particular, mas todo o sistema de ensino –, e pela consulta aos arquivos do site

www.escolasempartido.org.

24.               Vê-se, portanto, que a doutrinação ideológica de viés esquerdista em sala de aula adquiriu em nosso país caráter sistêmico, não se podendo afirmar a priori que tal ou qual instituição de ensino esteja imune ao problema.

25.               Entretanto, ao contrário do que ocorre com a doutrinação ideológica veiculada nos livros didáticos, o trabalho doutrinário realizado em tempo real no interior das salas de aula – que é, sem dúvida nenhuma, a forma mais comum e perniciosa de doutrinação –, não deixa vestígios, só podendo ser provado mediante o testemunho das vítimas (a não ser que a aula seja filmada ou gravada sem o conhecimento do professor, como ocorreu no caso da célebre aula do Professor Carlão, do Anglo de Tatuí-SP, que pode ser assistida no seguinte endereço:

www.youtube.com/watch?v=sV4JlAbhmVQ.

26.               Com efeito, um dos maiores obstáculos ao combate à doutrinação consiste justamente na dificuldade de apanhar o doutrinador em flagrante delito. No espaço protegido da sala de aula, o professor é a autoridade máxima. Os alunos o veneram ou o temem. Por falta de conhecimento, são incapazes de identificar as falsidades, omissões, exageros, descontextualizações e distorções do conteúdo que lhes é transmitido. Por falta de experiência, não percebem que estão sendo manipulados. Ademais, enfrentar o professor é perigoso, exige coragem. Por tudo isso, não é fácil saber o que acontece a cada momento dentro das salas de aula.

27.               Por essa razão, é preciso dar grande atenção e importância aos depoimentos de estudantes e ex-estudantes; e ao conteúdo dos livros didáticos, na medida em que eles constituem um forte indício do enfoque adotado pelo professor em suas aulas.

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