Sociedade

Criança é fotografada comendo do lixo em Rolândia

Na tarde de terça (13) uma criança foi fotografada enquanto raspava restos, na lateral de uma lixeira, no calçadão de Rolândia

Uma menina indígena, aparentando pouco mais de quatro anos, estava no calçadão da cidade de Rolândia na tarde desta terça (13), junto com a mãe que pedia esmolas sentada na porta de uma pastelaria.

A imagem mostra que a criança foi até uma lixeira, raspou o aparentava ser restos de uma goma de mascar grudada no chão, e comeu. A cena chocou os populares que acompanhavam e a reportagem do Jornal MANCHETE DO POVO entrou em contato com o representante do Conselho Tutelar de Rolândia, Luan Amaral. O conselheiro relatou posteriormente que estiveram lá, porém não encontraram mais a mãe e a criança.

Luan explica que a política indígena é muito rasa, e que seguindo orientações da promotoria de justiça, o código civil e a legislação atual servem também para os indígenas.

A FUNAI (Fundação Nacional do Índio) foi questionada; - Qual a política de defesa da criança indígena que o Funai adota? - Como o Funai enxerga a grande quantidade de crianças indígenas pedindo esmolas nas ruas? Porém até o fechamento desta publicação não houve retorno.

Em reportagem publicada pelo site do MPPR (Ministério Público do Paraná) são tratados o tema e a dificuldade em lidar com as questões ligadas as crianças indígenas exploradas em várias cidades do Brasil;

“O melhor que o Conselho Tutelar pode fazer é "pautar" a questão no âmbito do CMDCA local e pedir apoio ao Ministério Público para que seja desenvolvida uma política pública específica para atender essa demanda, com a definição de "estratégias" de ação interdisciplinar/intersetorial para realizar as avaliações técnicas, abordagens e intervenções que se fizerem necessárias.

Por sua elevada complexidade e potenciais implicações e consequências lesivas aos interesses das crianças e adolescentes atendidas (tanto decorrentes da omissão quanto de uma ação precipitada e equivocada por parte do Poder Público - lato sensu), esta não é uma demanda cujo atendimento deve ficar a cargo apenas do Conselho Tutelar e/ou da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), mas de todo o Poder Público de um modo geral (com a colaboração, inclusive, de órgãos estaduais) ”.